I Jornadas da Maternidade

Uma iniciativa de Coisas de Mamã, as jornadas de maternidade visam dar ao público uma visão geral de vários temas relacionados com a parentalidade nas suas várias etapas.

A Ferticare associa-se a este evento apresentando três temas importantes:

A Dra. Isabel Reis vai abordar a problemática da doação de gâmetas em Portugal, no âmbito da campanha da SPMR Dá vida à esperança. Será sobretudo abordada a forma de ajudar milhares de casais e mulheres no país.

Seguidamente o Prof. Doutor Ricardo Santos irá fornecer uma série de informações importantes acerca da otimização da fertilidade. Serão abordados vários aspetos, como o período fértil, critérios e causas de infertilidade, etc.

A Dra. Vânia Fernandes irá posteriormente abordar a temática das emoções na fertilidade e infertilidade.

O evento terá lugar no Auditório da escola Francisco Sanches em Braga no dia 25 de Maio. Apesar da inscrição ser gratuita, a mesma é obrigatória (253 615 239; 912 283 666; geral@coisasdemama.pt)

Campanha de Doação de Gâmetas SPMR

criopreservação, ferticare

Existem muitos casais com infertilidade cuja única esperança de terem filhos passa pela utilização de espermatozoides ou ovócitos doados. Esta é também a única opção para projetos de maternidade sem parceiro ou para casais de mulheres

A Ferticare associou-se à Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução numa campanha de relevo para todos. Devemos encarar a doação de gâmetas como um ato altruísta que permite que mais crianças, extremamente desejadas, pertençam a famílias que perseguem este objetivo há anos.

Campanha dá vida à esperança

A doação de gâmetas pode ajudar a concretizar sonhos, muitas vezes de anos, de projetos de parentalidade. Pode saber mais sobre a campanha aqui.

É um gesto de pode ajudar a gerar vidas felizes, transformando a esperança dos casais e mulheres recetores em realidade.

Quer doar gâmetas?

É possível doar gâmetas em vários centros privados e no banco público de gâmetas (onde doar).

A Ferticare aceita dadoras de ovócitos. Se quiser saber mais pode contactar-nos ou ver aqui.

Ferticare nas III Jornadas Galaico Portuguesas de Reprodução Assistida

As Jornadas Galaico Portuguesas de Reprodução Assistida vão na sua terceira edição. O Evento bienal conta com participação de Médicos, Embriologistas e outros profissionais ligados à Medicina da Reprodução em Portugal e Espanha, numa partilha de conhecimento que a todos beneficia.

Neste palco são discutidos temas atuais, tendo sido este ano focados, a par dos importantes avanços nas técnicas de reprodução assistida, os aspetos éticos e legislativos da PMA, bem como a carreira de embriologista, onde foram comparadas as realidades de ambos os países nestas matérias.

O evento teve lugar na Corunha, entre 1 e 2 de Fevereiro de 2019.

Prof. Dr. Ricardo Santos, Dra. Sofia Xavier, Dra. Sofia Dantas, Dra Isabel Reis nas III Jornadas Galaico Portuguesas de Reprodução Assistida
Dr. Ricardo Santos, Dra. Sofia Xavier, Dra. Sofia Dantas, Dra Isabel Reis
Dra. Sofia Dantas (Ferticare), acompanhada do Prof. Dr. Pedro Xavier
Rita Ramalho nas III Jornadadas Galaico Portuguesas de Reprodução Assistida
Dra. Rita Ramalho (Ferticare), ao centro, com Dra. Ana Sousa Ramos (esquerda) e Dra. Sabela García Oro (direita)

Ferticare e Instituto Jenner em Guimarães

A Ferticare associou-se ao recentemente inaugurado Instituto Jenner, no coração de Guimarães, na prestação dos melhores cuidados de saúde reprodutiva a esta população.

O instituto, que reúne variadas especialidades, conta também com a colaboração da Dra. Filipa Brás, especialista em Ginecologia/Obstetrícia, dedicada à medicina de reprodução, que irá aproximar ainda mais a Ferticare da cidade berço. Esta população poderá assim ter um diagnóstico e acompanhamento de (In)fertilidade em Guimarães, recorrendo à Ferticare, em momentos chave do tratamento, sempre com o mesmo acompanhamento personalizado, pela Dra. Filipa Brás.

Na sua missão de oferecer um serviço de procriação medicamente assistida de excelência, a Ferticare alarga assim as opções de acompanhamento e localização dos seus serviços.

Edifício HClínicas, Ferticare, Braga

Dra. Isabel Reis no Porto Canal sobre preservação da fertilidade

A Dra. Isabel Reis esteve no programa Olá Maria, no Porto Canal, no passado 22/10/2018, em direto. O tema de conversa foi a preservação fertilidade de causa oncológica.

Este tema é extremamente importante para todos, porque , como a especialista indica, a lembrança de realizar a preservação de fertilidade deve partir não só dos médicos e outros profissionais de saúde, mas da família, conjugue, amigos.

Esta não é a primeira preocupação da mulher ou homem que tiveram notícia da doença oncológica, mas é certamente algo que fará parte das preocupações futuras e motivo de grande transtorno quando não equacionada. Daí a importância de ter este tema bem presente.

Importa pensar no futuro (e lembrar que o mesmo existe!) do doente oncológico e preservar o aspeto da fertilidade, tão importante para as nossas vidas.

 

Ricardo Santos e Ricardo Ramires nas Jornadas Internacionais de Andrologia Reprodutiva

O Prof. Doutor Ricardo Santos, em representação da SPMR, palestrou  sobre  o contexto legal em relação à Urologia/Andrologia nos centros de PMA. A mesa foi moderada pelo Dr. Ricardo Ramires, Andrologista também na Ferticare, nas II Jornadas Internacionais de Andrologia Reprodutiva.

As jornadas tiveram lugar nos dias 14 e 15 de Setembro de 2018 no Centro de Reabilitação do Norte, em Vila nova de Gaia. Contaram com mais de 150 inscrições, numa plateia diversa de urologistas e andrologistas de Portugal e Espanha, bem como ginecologistas, embriologistas, endocrinologistas, psicólogos e outros profissionais da área da medicina da reprodução.

Ricardo Santos

Ricardo Ramires (esquerda) e Jorge Braga

 

Cuida da tua Fertilidade

É sinal dos nossos tempos a cada vez maior prevalência de subfertilidade e infertilidade entre as mulheres e casais. Isto tem levado a um cada vez maior recurso a técnicas de procriação medicamente assistida para a prossecução dos objetivos reprodutivos.

O adiamento da maternidade, o tabaco, o álcool e a obesidade estão entre os principais culpados, e são de especial importância porque, se alertados atempadamente para os efeitos nocivos, as mulheres e homens podem modificar os seus comportamentos de forma preventiva. Evita-se assim, ou, pelo menos, diminui-se a probabilidade, de existirem problemas no futuro, relacionados com a fertilidade.

A campanha da SPMR

Esta campanha não é nova, mas mantêm-se completamente atual. A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (spmr.pt),  naturalmente alerta para estes problemas, criou uma campanha de sensibilização para toda a população em idade reprodutiva, mas especialmente dirigida aos jovens, que tem a maior probabilidade de beneficiarem a longo prazo destes cuidados com a sua saúde reprodutiva:

www.cuidadatuafertilidade.pt

Existe ainda um vídeo de acompanhamento:

https://www.youtube.com/channel/UCDNDNeY5X0I5dSseXsBV2pA

Decisões irreversíveis

Se alguns dos fatores de risco para infertilidade e aumento de risco numa gravidez são reversíveis, como a obesidade, outros não, como o tabaco. Fatores tóxicos como este tem efeitos cumulativos ao longo da vida, especialmente numa mulher, cujos ovócitos não são criados de novo. Assim, o risco de infertilidade aumenta quanto maior for a exposição acumulada, ou seja, quanto maior o número total de cigarros fumados.

A idade do primeiro filho

Há poucas decisões tão importantes para se concretizar a família que se pretende como a idade do primeiro filho. As mulheres atingem o seu máximo potencial reprodutivo muito cedo e este vai decrescendo ao longo da vida.

Quando se fala em decréscimo de fertilidade a partir dos 35 anos, isto está relacionado com uma maior velocidade de decréscimo da qualidade e quantidade ovocitária, e não com o fato deste processo começar aí. Esta velocidade aumenta em cada ano até à menopausa.

Assim, quanto mais cedo um casal, ou uma mulher, decidir ter o seu primeiro filho, maior a probabilidade de isso acontecer. Maior também é a probabilidade de poder ter outros filhos e mesmo a probabilidade de ter sucesso em tratamentos de procriação medicamente assistida caso não consiga engravidar naturalmente.

A Procriação Medicamente Assistida neste contexto

As técnicas de  Procriação Medicamente Assistida, sobretudo com o advento da FIV (Fertilização in Vitro) e ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide) vieram resolver muitos dos problemas relacionados com infertilidade. A taxa de sucesso nos tratamentos mantêm-se, no entanto, intimamente ligada à idade da mulher, em média. Notam-se também diferenças no uso de tabaco e obesidade, entre outros fatores.

A doação de gâmetas  (ovócitos e esperma) permitem ultrapassar problemas da qualidade (e/ou existência) ovocitária e de ausência de espermatozóides. No entanto, em muitas situações, as técnicas deste tipo poderiam ser evitadas com o conhecimento (e modificação) dos fatores de risco para infertilidade.

A preservação da fertilidade

A melhor forma de concretizar a família desejada é manter hábitos de vida saudáveis e ter os filhos o mais cedo que a vida pessoal e amorosa o permitam. No entanto, se as prioridades (e necessidades percebidas) são mutáveis de acordo com o conhecimento adquirido, fatores como um relacionamento estável (quando este é pretendido) não o são. Podem ser outras as contingências que impeçam a maternidade na altura ideal.

A maternidade como projeto individual e a preservação da fertilidade podem ser uma solução para casos muito específicos. Especialmente, a preservação de fertilidade por criopreservação de gâmetas tem um papel fundamental nos casos de doença oncológica em que se preveja a diminuição da fertilidade com o tratamento. Não deve ser uma solução para adiar a maternidade/paternidade quando alternativas existem. Deve ainda ser encarado como um processo que aumenta a probabilidade, mas não dá garantias. A eficácia da preservação de ovócitos é altamente variável, de acordo com vários fatores, especificamente a idade da mulher na altura da criopreservação.

criopreservação, ferticare

Conclusão

A procriação medicamente assistida resolve muitos, mas não todos os problemas. Pelo menos não da forma como os beneficiários prefeririam. Uma mudança de atitudes perante a fertilidade pode evitar ou, pelo menos, minimizar, problemas futuros relacionados com o desejo de ter filhos.

A Ferticare está, como sempre esteve, empenhada em ajudar a conseguir os objetivos das famílias. Seja com um conselho ou com um tratamento altamente complexo.

Por isso o nosso conselho não poderia deixar de ser:

Cuide da sua fertilidade!

 

ARTcare – software para a PMA

Nas XXXVI Jornadas Internacionais de Medicina da Reprodução, um evento organizado pela SPMR, foi apresentado o ARTcare, um software que está a ser desenvolvido em Portugal para a PMA. Este tem o intuito de beneficiar todos os pacientes de todos os centros públicos e privados portugueses, ao melhorar a segurança, rapidez, fiabilidade e acessibilidade aos tratamentos.

O Prof. Doutor Ricardo Santos, que está encarregue da conceção e desenvolvimento do programa, apresentou-o numa sessão do evento.

Ricardo Santos nas Jornadas de Medicina da Reprodução

O que é o ARTcare

O ARTcare pretende dar resposta às dificuldades e desafios inerentes à atividade em PMA.

Está a ser desenvolvido tendo os pacientes como principais beneficiários. Quer isto também dizer que tudo o que possa melhorar a atividade de uma clínica deve, em última análise, melhorar os resultados, a segurança e bem estar dos pacientes. Assim, estão previstas um conjunto de funcionalidades que permitam tratamentos mais seguros, com menos papel, e mais próximos das reais necessidades dos utentes e dos profissionais.

Segurança em primeiro lugar

A segurança dos beneficiários de tratamentos e dos seus dados é algo há muito consagrado na lei e na atividade das clínicas de PMA, que seguem um conjunto de regulamentos próprios que fortalecem estas obrigações legais.

A segurança dos dados não se prende apenas com a sua confidencialidade. Importa igualmente a sua disponibilidade (presentes quando deles precisa o(a) paciente),  integridade (estarem corretos, legíveis e inequívocos) e mesmo rastreabilidade (quem usou, quem modificou e quando). Estes princípios gerais são raras vezes contemplados em plenitude, especialmente com o uso do papel.

Tratamentos mais próximos das pessoas

Sendo a conceção e desenvolvimento coordenados por um médico (Ricardo Santos), e sob a alçada da SPMR, que será detentora do programa e dos direitos de distribuição, pretende-se que todos possam beneficiar e dar o seu contributo para uma ferramenta o mais completa possível.

Esta proximidade dos profissionais leva a uma maior proximidade dos utentes, estando previstas uma série de funcionalidades para minimizar as dificuldades sentidas no decurso de todo o processo de PMA, e sobretudo nos tratamentos.

Versão inicial em menos de um ano

A primeira versão do programa espera-se que possa ser apresentada, após testes, em menos de um ano.

 

Ricardo Santos no eHealth Summit

A edição 2018 do Portugal eHealth Summit decorreu de 20 a 23 de Março em Lisboa. A cimeira contou com o alto patrocínio da Presidência da República e registou 13.000 participantes no local e 22.000 em streaming.

O Prof. Doutor Ricardo Santos palestrou numa das sessões, num painel de debate sobre a temática das dificuldades de quem não usa papel para prestação de cuidados de saúde. O tema está relacionado com a vontade nacional de reduzir/eliminar o papel no SNS.

Ricardo Santos no eHealth Summit

Registos eletrónicos

Os registos eletrónicos são o futuro. Mas várias dificuldades se colocam quando transitamos de um paradigma baseado em papel para um descentralizado, baseado em computadores e documentos digitais. Um dos principais é a segurança, que pode ser muito alta, mas em que uma falha pode ser bem mais problemática do que com registos físicos.

Riardo Santos no eHealth Summit

Desafios dos registos de saúde eletrónicos

Uma verdade que temos de aceitar e precaver é que os computadores e o acesso permanente à rede global tiveram uma penetração no nosso dia-a-dia muito mais rápida do que o conhecimento geral sobre os seus perigos. Muitos sabem usar um smartphone, mas poucos cumprem os requisitos de segurança básicos, seja no dispositivo, seja online. Isto levou a quebras de segurança a nível internacional, que se fizeram notar também no nosso país.

Daí que iniciativas como esta sejam fundamentais, para alargar a discussão de temas fulcrais para o futuro a todos os profissionais envolvidos, de forma a trazer melhores cuidados, e mais seguros, para os doentes.

Curso de avaliação do casal infértil

A Escola de Medicina da Universidade do Minho está a organizar a segunda edição do curso de avaliação e orientação do casal infértil, de 22 a 23 de Junho deste ano. Este curso, que conta novamente com as colaborações da Dra. Isabel Reis como membro da organização e do Prof. Doutor Ricardo Santos como um dos docentes, é dirigido a profissionais de saúde com interesse nesta área, nomeadamente Médicos de Família e Ginecologistas Obstetras.

Prof. Doutor Ricardo Santos e Dra. Isabel Reis

Formação especializada

O aumento que se tem vindo a verificar no número de casais com infertilidade leva à necessidade de atualizar, de forma prática, os conhecimentos nesta área entre os médicos que primeiro contactam com o problema.

O sub-diagnóstico de problemas médicos que  condicionam ou aumentam o risco de infertilidade, aliados a uma referenciação tardia para ajuda especializada agravam este problema, já de si grave e causador de grande ansiedade nos casais.

O objetivo deste tipo de iniciativa não é de formar especialistas na área, mas antes de relembrar e dar a conhecer o estado da arte no estudo do casal com infertilidade, de forma a ajudar os médicos não ligados à Procriação Medicamente Assistida a cada vez melhor estudarem e orientarem os seus casais.

O tempo conta

Tendo em conta o constante aumento, nas últimas décadas, da idade da mulher para o primeiro filho e o fato dessa mesma idade ser  um dos principais determinantes do sucesso em tratamentos (se não o mais importante), torna-se fundamental reconhecer e orientar rapidamente um diagnóstico de infertilidade.

Formação é fundamental

A especificidade da procriação medicamente assistida, nomeadamente a complexidade das técnicas e a diferenciação exigida na área levam a uma constante atualização das melhores práticas. A Ferticare junta-se a outras instituições públicas e privadas neste propósito, de partilha de conhecimentos e contributo para o avanço científico, para benefício dos pacientes.